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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

COLÉGIO ESTADUAL SÉRGIO CARNEIRO.

Thursday, 03/09/09 16:48:13

 

 

Marco Referencial

 

Tedesco (1998), um dos grandes pensadores da educação no continente, alerta-nos para o risco, pela primeira vez na História, de os elos entre as gerações se enfraquecerem. Isso resulta do enfraquecimento dos grupos sociais primários, a começar pela família, que primeiro e mais eficazmente transmitem e formam valores. Esses elos frágeis entre as gerações abrem as portas para o esgarçamento do tecido social, vez que as crianças e os jovens ficam sujeitos a interferências de todas as espécies, inclusive da comunicação de massa. É aqui que entra a escola, como instituição socializadora, internalizando, quer queira, quer não, cada vez mais funções da família e caminhando, já em certos países da América Latina, para o tempo integral. Nos limites cada vez mais estreitos da convivência familiar, ela se torna o local por excelência onde pode ocorrer a educação.


              Mas que educação é necessária? A UNESCO reuniu alguns dos maiores luminares do mundo na Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, que deu a lume o relatório "Educação: um tesouro a descobrir" (Delors et al., 1996). Com efeito, o tesouro da educação, passados alguns anos, ainda não foi plenamente descoberto, como sugerem as indagações acima, relativas a um conceito ampliado de desenvolvimento e às suas implicações com valores, atitudes e comportamentos individuais e coletivos. Todavia, tendo em mente reflexões como essas, a Comissão destacou quatro pilares que são as bases da educação, ao longo de toda a vida, para o século que já começou e até nos surpreende com os seus percalços.


             O primeiro deles é aprender a conhecer. Ao contrário de outrora, não importa tanto hoje a quantidade de saberes codificados, mas o desenvolvimento do desejo e das capacidades de aprender a aprender. Compreender o mundo que rodeia o aluno, tornar-se, para toda a vida, "amigo da ciência", dispor de uma cultura geral vasta e, ao mesmo tempo, da capacidade de trabalhar em profundidade determinado número de assuntos, exercitar a atenção, a memória e o pensamento são algumas das características desse aprender que faz parte da agenda de prioridades de qualquer atividade econômica. Este é um processo que não se acaba e se liga cada vez mais à experiência do trabalho, à
proporção que este se torna menos rotineiro.     

 

O segundo pilar é aprender a fazer. Conhecer e fazer, diz-nos o Relatório, são, em larga medida, indissociáveis. O segundo é conseqüência do primeiro. Em economias crescentemente tecnificadas, em que ocorre a "desmaterialização" do trabalho e cresce a importância dos serviços entre as atividades assalariadas e em que o trabalho na economia informal é constante, deixa-se a noção relativamente simples de qualificação profissional. Passa-se para outra noção, mais ampla e sofisticada de competências, capaz de tornar as pessoas aptas a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Isso ocorre nas diversas experiências sociais e de trabalho que se apresentam ao longo de toda a vida.

 

O terceiro pilar é aprender a viver juntos, desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências, no sentido de realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos. Em contraposição à competitividade cega, a qualquer custo, do mundo de hoje, cabe à escola transmitir conhecimentos sobre a diversidade da espécie humana e, ao mesmo tempo, tomar consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos. Para isso, não basta colocar em contato grupos e pessoas diferentes, o que pode até agravar um clima de concorrência, em especial se alguns entram com estatuto inferior. É preciso, para isso, promover a descoberta do outro, descobrindo-se a si mesmo, para compreender as suas reações..


               Por fim, o quarto pilar é aprender a ser. A educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa, isto é, espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. Cabe à educação preparar não para a sociedade do presente, mas criar um referencial de valores e de meios para compreender e atuar em sociedades que dificilmente imaginamos como serão. Este pilar significa que a educação tem como papel essencial "conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento, discernimento, sentimentos e imaginação de que necessitam para desenvolver os seus talentos e permanecerem, tanto quanto possível, donos do seu próprio destino" (Delors et al., 1996).

 

Pode parecer a muitos que esta é uma visão poética, de pessoas descomprometidas com a prática. Nada mais enganoso. A UNESCO no Brasil tem-se dedicado a estudar e a intervir em fenômenos angustiantes que são as violências nas escolas. As violências têm altos custos individuais e coletivos, sob a forma de agressões, ameaças, intimidações, incivilidades, furtos, roubos, estupros, vandalismo e uma série de manifestações, ocorrentes tanto em escolas públicas quanto particulares, tanto em capitais grandes quanto menores (Abramovay e Rua, 2002). Ao mesmo tempo, segundo várias pesquisas, as violências reduzem o aproveitamento dos alunos, levando-os, inclusive, por medo, desinteresse e outros motivos, a faltar à escola, a afastar-se temporariamente dela e, mesmo, a evadir-se definitivamente. Cálculos desses custos, quando existem, atingem apenas parte da ponta do iceberg, isto é, o vandalismo. É difícil medir o que se deixou de aprender, assim como as marcas físicas e psicológicas das vítimas, alunos, funcionários e professores.

Histórico da Escola
Justificativa
Nossos Valores
Fundamentos Legais
Objetivos da Escola
Bases Filosóficas

Marco Referencial

Marco Situacional

Marco Filosófico

Marco Operativo

Metodologia de Ensino

Proposta Curricular

Área de Conhecimento

Artes
Educação Física

Matemática

Matemática Conteúdo

Física

Quimica

Química Conteúdo
História
Geografia
Filosofia
Sociologia
 

 

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