O ano letivo de 2018 terá início no dia 19 de fevereiro

O ano letivo de 2018 terá início no dia 19 de fevereiro onde iniciaremos as atividades letivas tendo como novidade a implementação dos cursos Técnicos Profissionalizantes nessa unidade de ensino.

Logo do Colégio Mandinho Almeida
Logo do Colégio Mandinho Almeida

Colégio Estadual Mandinho Almeida sempre inovando para melhor atender o seu público alvo, educando para obter um cidadão melhor.

Gincana Pedagógica , concluída em 26 de setembro de 2015

Gincana Pedagógica , concluída em 26 de setembro de 2015

Gincana Pedagógica , concluída em 26 de setembro de 2015

Gincana Pedagógica , concluída em 26 de setembro de 2015
Gincana Pedagógica , concluída em 26 de setembro de 2015

Gincana Pedagógica do Cema fora desenvolvida nos dias 23, 24, 25 e 26 de setembro de 2015 nessa unidade escolar com intuito de observar as Inteligencias Múltiplas inerentes dos nossos educandos tendo como reflexão temática “Poder Local onde os alunos desenvolveram varias atividades explorando as diversas potencialidades existentes dentro dos aspectos culturais e economicos educandos.

Morre hoje a professora Nadir

O Colégio Estadual Mandinho de Souza Almeida

Morre hoje a professora Nadir Nadir Silva Santos.

Nadir  Silva Santos
Nadir Silva Santos

Tudo na vida tem um grande sentido quando a vida que se faz vida torna-se
vida na vida daqueles que lutam para fazer com que outros possam ter vida e vida
em abundância.

A Familia CEMA presta as suas homenagens póstuma pelo falecimento da nossa eterna diretora Nadir da Silva Santos.

Feira do Conhecimento do Colégio Estadual Mandinho Almeida

Feira do Conhecimento do Colégio Estadual Mandinho Almeida em Conceição do Almeida – Bahia – Brasil

Desfile de conclusão
Desfile de conclusão da gincana pedagógica 2014

Nos dias 10 e 11 de dezembro de 2014 acontecerá mais uma  feira do conhecimento no Colégio Estadual Mandinho Almeida onde os alunos  apresentarão  em forma de stand ou representação teatral atividades educativas baseado no tema : Saúde publica tendo como reflexão  vida saudável. Esse instrumento  de  avaliação do projeto Avaliação Global e Inclusiva  aplicado nessa instituição de ensino tem contribuído bastante para o aumento do nível de aprendizagem dos nossos educandos.

O fim de um ciclo e a necessidade de avançar

João Pedro Stédile: O fim de um ciclo e a necessidade de avançar

João Pedro Stédile: O fim de um ciclo e a necessidade de avançar
João Pedro Stedile é um economista e ativista social brasileiro. É graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México

O MST tem se posicionado criticamente em relação ao governo, sobretudo na questão agrária, mas não só. Em quem você vai votar no domingo?

Stédile –Vou votar na Dilma, no Tarso Genro, no Olívio Dutra e nos candidatos a deputado que o MST apoia no Rio Grande do Sul. Eu e a ampla maioria do povo brasileiro queremos, no entanto, mudanças. Mudanças para melhorar as condições de vida do povo.

O neodesenvolvimentismo praticado até agora foi importante para barrar o neoliberalismo e gerar uma transição.

Resgatou-se o papel do Estado e o crescimento com distribuição da renda. Porém, essa política se esgotou, tanto é que vários setores da burguesia agora estão na oposição. E se esgotou também por conta da conjuntura econômica internacional. O próximo mandato precisa fazer mudanças estruturais, que alterem a política econômica e com ela o superávit primário e a matriz tributária. São requisitos para canalizar recursos necessários aos 10% do PIB na educação, à saúde, moradia, reforma agrária e aos pesados investimentos em transporte público de qualidade, que a população cobra. No campo político, é necessário convocar uma assembleia constituinte.

É o único caminho para uma profunda reforma no sistema política. Queremos mudanças também na forma de conduzir a política agrícola e agrária. Se o governo Dilma não tiver forças para caminhar nessa direção teremos quatro anos de instabilidade politica. O povo voltará as ruas.

Por que, em sua opinião, os governos do PT não cumpriram integralmente as agendas e compromissos firmados com os movimentos sociais?

Stédile– Bem, em primeiro lugar, não considero os governos Lula e Dilma do PT, propriamente. Foram governos de composição de classes, em que estavam todas as classes sociais, desde o banqueiro Meireles, até os mais pobres do Bolsa Família. Em termos partidários houve uma coalização com mais de dez partidos, com o eterno peso conservador do PMDB e demais oportunistas.

O fim de um ciclo e a necessidade de avançar
Leonardo Boff
Nome completo Genézio Darci Boff
Nascimento 14 de dezembro de 1938 (75 anos)
Concórdia, SC
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Márcia Monteiro da Silva Miranda
Ocupação teólogo, filósofo, escritor, professor, ecologista
Gênero literário Teologia
Movimento literário Teologia da Libertação
Magnum opus Igreja: carisma e poder
Religião católico
Página oficial
www.leonardoboff.com

Por outro lado, foram governos que ainda viveram um período histórico de refluxo dos movimentos massas, derrotados política e ideologicamente na década de 80, e que não conseguiram ainda retomar a ofensiva da luta nas ruas. E por fim, o PT como maior partido da esquerda, com toda sua influencia nas massas e nas organizações populares, abdicou de seu papel de organizador político, renunciou ao dever de formador ideológico, resignou-se ao medíocre papel de disputar cargos públicos. Por isso, esclerosou-se ideologicamente. Esperamos que no próximo período haja uma retomada do movimento de massas. As mobilizações de junho já foram um sinal de alerta.

E o plebiscito pela Constituinte da reforma política, com quase oito milhões de eleitores participando, outro.
Diante da frente única conservadora –que por um momento parecia levar Marina à vitória contra Dilma– o PT mudou seu discurso. Em SP, em um balanço da campanha, no dia 5 de setembro, Lula disse que era preciso demarcar o campo de classe da eleição. É um sinal de mudança também?
Stédile –A candidatura Dilma teve a sorte de que a burguesia se dividiu: parte a apoia; parte ao Aécio e parte a Marina. Eles não encontraram uma liderança que pudesse expressar a vontade de mudanças da ótica da direita. Nem Aécio, nem Marina expressam isso. As campanhas eleitorais foram sequestradas pelo financiamento das empresas e pela lógica dos marqueiteiros. Isso tirou o povo da disputa real. Pior: tirou a possibilidade de debate real sobre os problemas do país. Virou uma disputa de marqueteiro.

As pessoas que estão na rua com propaganda o fazem por DINHEIRO. É emprego, não convicção. É mais uma evidência da crise de participação e representação. Creio que Lula, porém, que ainda é a maior liderança popular que temos, percebeu isso, e foi o grande destaque dos comícios e intervenções nessa campanha, porque fez a leitura da situação da luta de classes, e defendeu a necessidade de uma assembleia constituinte para fazer uma profunda reforma política, que recoloque o povo, a militância e a luta por ideias e projetos no centro da disputa.

O peso da correlação de forças explica, em parte, o engessamento de muitas bandeiras progressistas. Por que em 12 anos de governos progressistas não se conseguiu mudar essa correlação de forças?
Stédile – Por vários fatores conjugados. A derrota de 89, a hegemonia do neoliberalismo e império onipotente dos Estados Unidos, impuseram uma derrota política, econômica e ideológica a toda classe trabalhadora no mundo. Essas derrotas, em geral demoram uma geração para que a classe entenda, amadureça e volte a tomar iniciativa da luta. O processo de desindustrialização de nossa economia, por outro lado, quebrou a espinha da classe operária industrial, que era nosso setor mais organizado, mais forte e mais politizado, no qual Lula e o PT foram gerados. Estamos ainda vivendo uma crise ideológica na esquerda mundial.

Falta-nos um projeto claro de transição do capitalismo para o socialismo. Isso tudo dificulta a construção de processos unitários e de programas de curto prazo para as forças populares, que mudem a correlação de forças. E por fim, porque o PT, sendo o maior partido de esquerda, como disse, não conseguiu levar adiante a formação política e a disputa ideológica entre seus militantes e na sociedade. Não se pode conceber que um partido que tenha 800 mil filiados, não tenha cursos de formação política, não tenha sequer um jornal nacional que oriente e debata com a militância política
Em que medida o monólogo conservador da mídia interdita essa mudança na correlação de força?

 

Stédile– A burguesia faz sua parte para manter a hegemonia econômica, política e ideológica na sociedade. Ela não fica esperando por nós. Para isso, controla e opera três instrumentos políticos simultaneamente. Em primeiro lugar, tem o controle absoluto do poder judiciário –basta ver o comportamento do STF no processo AP 470, ou a desfaçatez de juízes que se atribuem um auxílio moradia de 4.600, reais por mês, ao mesmo tempo em que não hesitam em autorizar ações de despejo contra todas ocupações dos que lutam pelo direito à habitação .

Em segundo lugar, controla o parlamento, cada vez mais refém das 117 empresas que financiam 90% das campanhas dos candidatos nesse país. Transformaram o parlamento num balcão de negócios e trincheira de ideias conversadoras para a destruição dos direitos conquistados desde 1988, na Constituinte. E por último, controla de forma absoluta os meios de comunicação de massa. A Globo é hoje o principal partido ideológico da burguesia brasileira. É ela que exerce o papel de orientador político e de formação ideológica das massas, com as ideias da burguesia. Por isso é fundamental uma reforma política ampla e profunda, que envolva não só a forma de eleger os candidatos ao governo e ao parlamento.
Mas também o papel do poder do judiciário e a democratização dos meios de comunicação. Sem isso não teremos democracia. Nem a burguesa!
Diante da fragilidade de suas apostas eleitorais, o conservadorismo já faz baldeação para um outro comboio: a tese de que um ‘ajuste doloroso’ na economia será inevitável em 2015, ganhe que ganhar. Trata-se de uma tentativa de desossar um segundo governo Dilma por antecipação?
Stédile — A burguesia usará todas as armas que mencionamos para radicalizar a subordinação do Brasil à economia dos Estados Unidos, vale dizer, aos interesses dos bancos e das corporações internacionais. Querem o país como mero exportador de commodities, minerais, energéticas e agrícolas. Mas isso não gera empregos e nem desenvolve a economia. O pré-sal pode ter um papel, porém setorial.

Nós, dos movimentos sociais, lutaremos para que haja mudança efetiva. Isso inclui mudar a política burra do superávit primário para pagar juros a 15 mil famílias, e redirecionar os recursos a investimentos produtivos, educação, saúde e transporte público. Precisamos de uma reforma tributária que inverta a matriz atual, que só penaliza os trabalhadores. O governo deve controlar a taxa de juros, não só a Selic, mas também as taxas impostas pelos bancos ao povo, que paga em média 48% de juros ao ano. E intervir no câmbio, para evitar que a indústria brasileira esfarele. Finalmente, é urgente revogar a lei Kandir. Essa é um absurdo.

Bilionárias exportações de commodities minerais, energéticas e agrícolas não pagam imposto no Brasil. Um DINHEIRO que poderia contribuir para investir em serviços públicos é legalmente sonegado à população. A Vale do Rio Doce, por exemplo, exportando bilhões e bilhões de toneladas de ferro e não paga nada de imposto. Somos o maior exportador de soja do mundo. E ninguém paga imposto! Na Argentina, os exportadores de soja pagam 40%. Como se vê, será um período de intensa disputa, em torno dos rumos da política econômica. E se a mudança frustrar o interesse dos trabalhadores, entraremos numa crise política grave.
O que você diria à juventude que hesita em votar em Dilma pelas razões discutidas acima?

Stédile –A juventude tem direito a ser desconfiada e votar em quem quiser. Há motivos para não acreditar até maiores do que para acreditar. Em função da conjuntura histórica exposta aqui, vivemos um período em que a juventude esteve ausente da política, e não pôde participar de nenhuma instituição. Nem na igreja, nem nos sindicatos, nem nos partidos. E muito menos nos governos, que só chamam as lideranças na hora em que a água ferve. Então, a juventude esta desanimada com a política institucional. É saudável.

Se estivessem satisfeitos já estariam velhos e conservadores. Mas ela precisa participar da política de outra forma e mais intensa. Agora mesmo no mutirão do plebiscito pela Constituinte da reforma política, a condução do processo foi basicamente da juventude. Não basta, porém. Ela precisa se vincular às organizações da classe trabalhadora, para que juntos possamos construir um programa unitário de mudanças. Protesto é só o começo. Ele não constrói a mudança. A s mudanças virão de um programa unitário, que consiga aglutinar as forças organizadas do povo, da classe trabalhadora, tendo a juventude como participantes ativos.

Nas eleições acho que a juventude vai ficar entre abstenção, voto nulo, voto na Dilma e na Luciana Genro. Percebo que a juventude que votou na Marina em 2010 desencantou-se com ela.

No documentário, ‘Em busca da terra sem veneno’, você aponta a necessidade de um aggiornamento da bandeira da reforma agrária. Que reforma agrária responde aos desafios do século XXI?
Stédile – No século passado, a reforma agrária respondia a uma necessidade de democratizar a propriedade da terra. A luta principal, portanto, era contra o latifúndio, em geral improdutivo. De um modo geral, esse programa de reforma clássico ocorreu no âmbito de governos burgueses nacionalistas. No Brasil, nunca conseguimos fazer esse tipo de reforma agrária. O mais próximo disso ocorreu na crise de 64, com a proposta de reforma do Celso Furtado- Goulart. O MST se desenvolveu com base nesse programa, de terra para quem nela trabalha.

Infelizmente, ele não se realizou no Brasil. Agora, com o capitalismo financeiro e as corporações transnacionais dominando a agricultura, a disputa não é apenas por terra. A disputa é pelo modelo de produção agrícola. A disputa é pelo destino dos recursos naturais. Precisamos mudar o modelo. Em primeiro lugar, para produzir alimentos sadios a toda sociedade. Comida sem veneno. Ao mesmo tempo, adotar a matriz tecnológica da agroecologia: produzir em equilíbrio com a natureza, sem destruir a biodiversidade que altera o meio ambiente e o clima.

E precisamos organizar agroindústrias na forma cooperativa, para processar esses alimentos. Por isso, agora estamos diante de um novo modelo que chamamos de reforma agrária popular.Essa é uma bandeira que não interessa apenas ao camponês, que antes queria apenas terra para trabalhar. Agora, as mudanças, interessam a todo povo. Interessa a quem não quer adoecer ou morrer de câncer por conta da ingestão de agrotóxico, que tem no Brasil o maior consumidor mundial. Interessa aos que sofrem na cidade, expulsos do campo; e aos que se preocupam com a desordem climática em curso, como o demonstra a falta de água em São Paulo. Esse será o futuro da agricultura, e na verdade, a única possibilidade de sobrevivermos.
Assista ao documentário ‘Em busca da terra sem veneno’

05 de outubro 130 milhões de brasileiros vão as urnas

05 de outubro 130 milhões de brasileiros vão as urnas

05 de outubro 130 milhões de brasileiros vão as urnas v
O próximo dia 05 de outubro se aproxima e mais ou menos 130 milhões

O próximo dia 05 de outubro se aproxima e mais ou menos 130 milhões de brasileiros vão as urnas escolherem representantes que possam conduzir bem os destinos de uma população que tanto carece de bons executivos e legislativos para que juntos desenvolvam leis que garantam o bom desenvolvimento dessa Nação.

E para que possamos escolher bem é muito importante conhecer o perfil e as propostas dos seus candidatos e qual o real compromisso que os mesmos tem com as seguintes áreas econômica,  educação, saúde e trabalho  que é a base de sustentação de qualquer político no poder.

Se a economia, educação, saúde e trabalho estiverem atendendo as reais necessidades da  população brasileira e em especial da  classe  mais sofrida deste pais eis um bom critério para que possamos fazer uma possível escolha em relação aos candidatos que ocuparão os cargos da  República Federativa ou seja  Presidência da República , Congresso Nacional, Câmara do Senado, Governador do Estado  e representante para Assembleia Legislativa.

Por isso eleitor brasileiro  o seu voto será muito importante   não deixe que nenhuma influência externa venha interferir na decisão do seu voto pois o que está em jogo é a garantia de uma sociedade mais igualitária e que os diretos humanos seja a base de sustentabilidade  para o grande desenvolvimento desse Sistema Político democrático.

Conceição do Almeida – Bahia e Brasil nas eleições 2014

Conceição do Almeida – Bahia e Brasil nas eleições 2014 avança Brasil

Localizado no Reconcavo
Município do estado da Bahia.

Pais ,professores, alunos, funcionários e comunidade de Conceição do Almeida  estamos nos aproximando de mais um exercício democrático que é o direito de escolher quem vai dirigir os destinos da nossa Nação, escolhendo Presidente da República, Governador , Senador, Deputado Federal e Estadual  no próximo dia 05 de outubro.

Prezados companheiros e companheiras vivemos numa Republica onde os trabalhadores deste país tem muito a conquistar precisamos cada vez mais irmos em busca de uma sociedade igualitária mais para que de fato isso venha  acontecer precisamos votar em candidatos que não esteja sendo financiados pelos banqueiros, UDR, Industriários , Capital Estrangeiros e as Multinacionais.

Então  povo brasileiro para que possamos avançar é preciso manter esse governo que muito tem feito pelo povo mais  simples desse país e não se tem avançado mais justamente por causa da forma como as forças políticas se compõem  dentro do senado e o  Congresso Nacional .

Gestor
Leitura em media de 70 livros no ano

Para revertermos essa luta desigual dentro do Senado e no Congresso Nacional precisamos simplesmente votarmos  tanto para Dep. Federal , Estadual e Senador  em candidatos totalmente comprometidos com as grandes mudanças para a população brasileira por isso no dia 05 de outubro vote em quem de fato está comprometido com a classe trabalhadora deste país.

Moura e Lidi

Moura é professor de matemática, licenciado em história pela UNEB e diretor do CEMA
Moura é professor de matemática, licenciado em história pela UNEB e diretor do CEMA

Moura e Lidi

Moura é professor de matemática, licenciado em história pela UNEB e diretor do CEMA – Colégio Estadual Ermando Almeida -, em Conceição do Almeida, BA, frequentado atualmente por mais de 1.000 alunos.

Moura faz excelente gestão na direção do CEMA com brandura e firmeza. Com suas características pessoais fez os alunos gostarem do colégio, entenderem que eles são a razão de existir do colégio, criou um ambiente de fraternidade e lealdade que só alguém com as características de um líder sabe fazer despontar.

Contudo, me surpreendeu a sabedoria com que manejou o regulamento disciplinar: para Moura educar é ensinar, orientar, proteger, fazer o aluno gostar de coisas boas tais como ler, aprender, praticar esportes; punir é exceção e consiste em fazer o aluno chegar mais cedo nas aulas e participar de alguma atividade do colégio, por exemplo, ajudar a fazer a merenda, jamais ficar em casa e sem assistir aulas.

Constatando que a escola é um dos locais em que a exclusão social é oficializada Moura e José Gonçalves, matemático e professor, criaram uma AVALIAÇÃO INCLUSIVA, método em que os saberes de um aluno em uma matéria podem compensar o desempenho sofrível em outra, entre outros conceitos utilizados.

Moura tem a estrutura moral de um líder, cara cem por cento. Merece um prêmio pela gestão do CEMA. A UNICEF precisa conhecer seu trabalho.

Nesta foto ele está lendo o terceiro volume da biografia de GETÚLIO feita por Lira Neto; lê muito e só livros bons; fiz estas fotos depois de saborearmos uma carne do sol feita por Lidi, afinal ninguém é de ferro e estamos na Bahia

Dois pesos, duas leviandades em Marina Silva

Dois pesos, duas leviandades em Marina Silva

Marina Silva
Foto site Paulo Moreira Leite

Escrito por Paulo Moreira Leite

Depois que o nome de Eduardo Campos surgiu na delação de Paulo Roberto da Costa, Marina Silva tenta nos convencer de que é possível entrar na chuva e não se molhar.

Explico. Ao mesmo tempo em que tenta entrar no coro conservador ao falar do “apadrinhamento, da corrupção, do uso político” na Petrobras, Marina afirma que “não quer uma segunda morte de Eduardo Campos por leviandade.” Pode?
Ou a candidata denuncia a leviandade — e neste caso não lhe cabe fazer afirmações levianas sobre a maior empresa brasileira, colocando seu tijolo na preservação do mítico “mar-de-lama” criado por Carlos Lacerda para atacar as conquistas do governo Getúlio Vargas.
Ou então utiliza argumentos de natureza emocional (“segunda morte”) para fugir do debate real, finge que sua campanha não tem nada a ver com isso e segue na corrida atrás de votos procurando a criminalizar os adversários.
O que não dá é ficar em posturas opostas, quando convém. Ora vítima de uma possível injustiça, ora candidata imaculada. Existe algo mais “velha política”?
Governador do Estado onde foi construída a refinaria Abreu e Lima, apontada pelos adversários do governo como usina de um superfaturamento-monstro, o que está longe, muito longe, de ter sido demonstrado, Eduardo Campos chegou a ser arrolado como testemunha de defesa por Paulo Roberto da Costa e lutou arduamente para não ser ouvido. Por que o delator de hoje acreditava que Eduardo Campos pudesse ser útil em sua defesa de ontem?
Não sabemos.

 

O que ele poderia não dizer, atitude que, do ponto de vista jurídico, pode ser ainda mais decisiva?
Não sabemos.
Mas sabemos que o delator Paulo Roberto da Costa convocou uma testemunha para sua defesa — Eduardo Campos. Nenhum ministro, senador ou deputado foi acionado nessas mesmas condições. O tesoureiro do PT João Vacari não foi, nem o deputado Candido Vaccareza.
Contrariado com a convocação, Eduardo Campos travou uma negociação difícil para não ser obrigado a atender ao pedido.
Marina agiu de forma parecida quando se verificou que o PSB fazia campanha com um avião registrado em nome de laranjas.
Ela própria só não embarcou no vôo da tragédia porque naquela manhã Eduardo Campos se dirigia para um seminário ao qual a vice não tinha interesse em comparecer.
Marina viajou seis vezes no Cessna que caiu em Santos. Segue normalmente em campanha. Prometeu solenemente dar explicações que nunca vieram. Mas segue falando em “corrupção”, “apadrinhamento”, “uso político.”
Isso acontece porque o moralismo — que é uso seletivo e maroto de princípios éticos com fins políticos — é uma moeda de troca eleitoral. O mensalão do PSDB-MG segue a grande prova definitiva a respeito.
Há outro caso ilustrativo, também.

 

Curiosamente, Julio Delgado, deputado do PSB de Marina, é relator no processo de cassação do petista André Vargas, que segue em pauta no Congresso e deve ser resolvido até o final do ano. Em 2005, Delgado foi relator do processo que levou a cassação de José Dirceu. Procure na acusação um fiapo de prova contra o então deputado. Não vai encontrar.
O caso desta vez tem a ver com outro jatinho particular, também.
Após muitos murmúrios que nada provaram, Vargas encontra-se na mesma situação de sempre.
Sérgio Moro, o juiz que é reponsável pela Operação Lava a Jato, escreveu que não foram encontratos indícios de “relações criminosas” entre André Vargas e Yousseff. Repito: não foram encontrados indícios de relações criminosas.
A única acusação contra ele é ter viajado com a família num jatinho de Alberto Yousseff, o doleiro do esquema de Paulo Roberto da Costa, aquele que considerou que Eduardo Campos poderia ser útil em sua defesa. Se a Justiça coloca suspeitas sobre os negócios de Yousseff, não coloca em dúvida a propriedade do avião.
Embora o deputado tenha até pago pelo combustível usado na viagem, ele pode ser criticado por ter aceito favores indevidos de um empresário com vários interesses junto ao governo. Está certíssimo. É gravíssimo.
Mas, sendo assim, imagine o que se pode pensar de um jato que andava por aí, como um cachorro sem dono, com um candidato a presidente e sua vice a bordo, prometido a um proprietário de assinatura ilegível.
É disso que estamos falando.

 

Mesmo levando em conta as diferenças fundamentais que a visão convencional enxerga nos personagens é difícil deixar de imaginar que a aproximação entre Neca Setubal e Marina tenha produzido grande influência nas ideias e propostas da candidata nos últimos quatro anos. Foi uma aproximação que incluiu o pagamento de 83% das receitas da ONG montada por Marina após a campanha presidencial. Uma mesada de mãe para filha.
O programa de governo de Marina inclui pontos de extrema importância para os negócios da família Setubal, nós sabemos: desde a autonomia do Banco Central, que a própria candidata condenara meses antes, o fim dos créditos direcionados, a redução de impostos do sistema financeiro, e assim por diante. Não estamos falando de um negócio aqui, outro ali. Não é um caso Labogen, laboratório no qual Yousseff tinha interesses, sem que se tenha demonstrado que André Vargas tenha feito qualquer esforço suspeito para lhe prestar auxílio.
Estamos falando de mudar o rumo de um país, a sétima economia do mundo, com um PIB de R$ 4,8 trilhões, alterando suas prioridades para a distribuição de renda, o mercado interno.
Você pode achar errado usar palavras feias, como “apadrinhamento, uso político” para falar a respeito dessa mudança.
Mas sabemos muito bem do que se trata, não é mesmo?

 

(Se você gostou do título, saiba de uma coisa: não passa de uma versão do célebre título de Janio de Freitas na cobertura da AP 470, o mensalão PSDB-MG e do esquema de Marcos Valério-Delúbio: “2 pesos, dois mensalões”

Leornado do Boff reflete sobre Marina

Leonardo Boff, sobre Marina: “Pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora”

Leonardo Boff, sobre Marina: “Pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora”
Leonardo Boff, sobre Marina: “Pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora”

por Conceição Lemes

Leornado do Boff reflete sobre Marina – Leonardo Boff é um dos mais brilhantes e respeitados intelectuais do Brasil. Teólogo, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação. Ficou conhecido pela sua história de defesa intransigente das causas sociais. Atualmente dedica-se sobretudo às questões ambientais.

Ele conhece Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, desde os tempos em que ela atuava no  Acre e estava muito ligada à Teologia da Libertação. Acompanhou toda a sua trajetória.

Em 2010, chegou a sonhar com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão,  chegar a presidente do Brasil. Hoje, não.

“Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar”, observa Boff em entrevista exclusiva ao Viomundo.

Para Boff, Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal.

“Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros”, alerta.  “Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de ‘austeridade fiscal’ que está afundando as economias da zona do Euro”.

Sobre a  autonomia do Banco Central prevista no programa de Marina, Boff detona:  “Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países”.

Veja a íntegra da nossa entrevista. Nela, Leonardo Boff aborda o  recuo de Marina em relação à criminalização da homofobia, a sua trajetória religiosa, a influência de Silas Malafaia, Neca Setúbal (Banco Itaú), Guilherme Leal (Natura) e do economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Também a autonomia formal do Banco Central e o risco de ela sofrer impeachment.

Viomundo — Na última sexta-feira, Marina lançou o seu programa de governo, que previa o reconhecimento da união homoafetiva e a criminalização da homofobia. Bastou o pastor Malafaia tuitar quatro frases para ela voltar atrás. O que achou dessa postura? É cristão não criminalizar a homofobia, que frequentemente provoca assassinatos?

Leonardo Boff — Está ficando cada vez mais claro que Marina tem um projeto pessoal de ser presidente, custe o que custar. Numa ocasião, ela chegou a declarar que um dos objetivos desta eleição é tirar o PT do poder, o que faz supor mágoas não digeridas contra o PT que ajudou a fundar.

O Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus à qual Marina pertence, é o seu Papa. O Papa falou, ela, fundamentalisticamente obedece, pois vê nisso a vontade de Deus. E, aí, muda de opinião. Creio que não o faz por oportunismo político, mas por obediência à autoridade religiosa, o que acho, no regime democrático, injustificável.

Um presidente deve obediência à Constituição e ao povo que a elegeu e não a uma autoridade exterior à sociedade.

Viomundo — Qual o risco para a democracia brasileira de alguém na presidência estar submissa a visões tão retrógradas em pleno século XXI, ignorando os avanços, as modernidades?

Leonardo Boff — Um fundamentalista é um dos atores políticos menos indicado  para exercer o cargo da responsabilidade de um presidente. Este deve tomar decisões dentro dos parâmetros constitucionais, da democracia e de um estado laico e pluralista. Este tolera todas as expressões religiosas, não opta por nenhuma, embora reconheça o valor delas para a qualidade ética e espiritual da vida em sociedade.

Se um presidente obedece mais aos preceitos de sua religião do que aos da Constituição, fere a democracia e entra em conflito permanente com outros até de sua base de sustentação, pois os preceitos de uma religião particular não podem prevalecer sobre a totalidade da sociedade.

A seguir estritamente nesta linha, pode acontecer um impeachment à Marina, por inabilidade de coordenar as tensões políticas e gerenciar conflitos sempre presentes em sociedades abertas.

Viomundo — Lá atrás Marina Silva esteve ligada à Teologia da Libertação. Atualmente, é da Assembleia de Deus. O que o senhor diria dessa trajetória religiosa? O que representa essa guinada para o conservadorismo exacerbado?

Leonardo Boff – Respeito a opção religiosa de Marina bem como de qualquer pessoa. Eu a conheço do Acre e ela participava dos cursos que meu irmão teólogo Frei Clodovis (trabalhava 6 meses na PUC do Rio e 6 meses na igreja do Acre) e eu dávamos sobre Fé e Política e sobre Teologia da Libertação.

Aqui se falava da opção pelos pobres contra a pobreza, a urgência de se pensar e criar um outro tipo de sociedade e de país, cujos principais protagonistas seriam as grandes maiorias pobres junto com seus aliados, vindos de outras classes sociais. Marina era uma liderança reconhecida e amada por toda a Igreja.

Depois, ao deixar o Acre, por razões pessoais, converteu-se à Igreja Assembleia de Deus. Esta se caracteriza por um cristianismo fundamentalista, pietista e afastado das causas da pobreza e da opressão do povo. Sua pregação é a Bíblia, preferentemente o Antigo Testamento, com uma leitura totalmente descontextualizada daquele tempo e do nosso tempo. Como fundamentalista é uma leitura literalista, no estilo dos muçulmanos.

Politicamente tem consequências graves: Marina pôs o foco no pietismo e no fundamentalismo, na vida espiritual descolada da história presente e quase não fala mais da opção pelos pobres e da libertação. Pelo menos não é este o foco de seu discurso.

A libertação para ela é espiritual, do pecado e das perversões do mundo. Com esse pensamento é fácil ser capturada pelo sistema vigente de mercado, da macroeconomia neoliberal e especulativa.

Isso é inegável, pois seus assessores são desse campo: a herdeira do Banco Itaú Maria Alice (Neca), Guilherme Leal da Natura e o economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Os pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora.

E eu que em 2010 sonhava com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, dos operários explorados das grandes fábricas, dos invisíveis, alguém que viria dos fundos da maior floresta úmida do mundo, a Amazônia, chegar a ser presidente de um dos maiores países do mundo, o Brasil?! Esse sonho foi uma ilusão que faz doer até os dias de hoje. Pelo menos vale como um sonho que nunca morre!

Viomundo — O programa de Marina prevê autonomia ao Banco Central. O que acha dessa medida?

Leonardo Boff — Eu me pergunto, autonomia de quem e para quem?

Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. Um presidente/a é eleito para governar seu povo e um dos instrumentos principais é o controle monetário que assim lhe é subtraído. Isso é absolutamente antidemocrático e comporta submissão à tirania das finanças que são cada vez mais vorazes, pondo países inteiros à falência como é o caso da Grécia, da Espanha, da Itália, de Portugal e outros.

Viomundo — Essa medida expressa a influência de Neca Setúbal, herdeira do Itaú, no seu futuro governo?

Leonardo Boff — Quem controla a economia controla o país, ainda mais que vivemos numa sociedade de “Grande Transformação” denunciada pelo economista húngaro-americano Karl Polaniy ainda em 1944 quando, como diz, passamos de uma sociedade com mercado para uma sociedade só de mercado. Então tudo vira mercadoria, inclusive as coisas mais sagradas como água, alimentos, órgãos humanos.

A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países. A partir desse controle, estabelecem os níveis dos juros, a meta da inflação, a flutuação do dólar e a porcentagem do superávit primário (aquela quantia tirada dos impostos e reservada para pagar os rentistas, aqueles que emprestaram dinheiro ao governo).

Os bancos jogam um papel decisivo, pois é através deles que se fazem os repasses dos empréstimos ao governo e se cobram juros pelos serviços. Quanto maior for o superávit primário a alíquota Selic mais lucram. Pode ser que a citada Neca Setúbal tenha tido influência para que a candidata Marina acreditasse neste receituário, velho, antipopular, danoso para as grandes maiorias, mas altamente benéfico para o sistema macroeconômico vigente.

Viomundo — As avaliações feitas até agora mostram que o programa econômico de Marina é o mesmo de Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. São neoliberais. O que representaria para o Brasil o retorno a esse modelo? O senhor acha que, se eleita, o governo Marina teria conotações neoliberais?

Leonardo Boff — Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal. Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros.

Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de “austeridade fiscal” ,que está afundando as economias da zona do Euro e não deram certo em lugar nenhum do mundo, se olharmos a política econômica a partir da maioria da população. Dão certo para os ricos que ficam cada vez mas ricos, como é o caso dos EUA onde 1% da população ganha o equivalente ao que ganham 99% das pessoas. Hoje os EUA são um dos países mais desiguais do mundo.

Viomundo – Foi amplamente divulgado que Marina consulta a Bíblia antes de tomar decisões complexas. Esta visão criacionista do mundo é compatível com um mundo laico?

Leonardo Boff — O que Marina pratica é o fundamentalismo. Este é uma patologia de muitas religiões, inclusive de grupos católicos. O fundamentalismo não é uma doutrina. É uma maneira de entender a doutrina: a minha é a única verdadeira e as demais estão erradas e como tais não têm direito nenhum.

Graças a Deus que isso fica apenas no plano das ideias. Mas facilmente pode passar para o plano da prática. E, aí, se vê evangélicos fundamentalistas invadirem centros de umbanda ou do candomblé e destruírem tudo ou fazerem exorcismos e espalharem sal para todo canto. E no Oriente Médio fazem-se guerras entre fundamentalistas de tendências diferentes com grande eliminação de vidas humanas como o faz atualmente o recém-criado Estado Islâmico. Este pratica limpeza étnica e mata todo mundo de outras etnias ou crenças diferentes das dele.

Marina não chega a tanto. Mas possui essa mentalidade teologicamente errônea e maléfica. No fundo, possui um conceito fúnebre de Deus. Não é um Deus vivo que fala pela história e pelos seres humanos, mas falou outrora, no passado, deixou um livro, como se ele nos dispensasse de pensar, de buscar caminhos bons para todos.

O primeiro livro que Deus escreveu são a criação e a natureza. Elas estão cheias de lições. Criou a inteligência humana para captarmos as mensagens da natureza e inventarmos soluções para nossos problemas.

A Bíblia não é um receituário de soluções ou um feixe de verdades fixadas, mas uma fonte de inspiração para decidirmos pelos melhores caminhos. Ela não foi feita para encobrir a realidade, mas para iluminá-la. Se um fundamentalista seguisse ao pé da letra o que está escrito no livro Levítico 20,13 cometeria um crime e iria para a cadeia, pois aí se diz textualmente:  “Se um homem dormir com outro, como se fosse com mulher, ambos cometem grave perversidade e serão punidos com a morte: são réus de morte”.

Viomundo — Marina fala em governar com os melhores. É possível promover inclusão social, manter políticas que favorecem os mais pobres com uma política econômica neoliberal?

Leonardo Boff — Marina parece que não conhece a realidade social na qual há conflitos de interesses, diversidade de opções políticas e ideológicas, algumas que se opõem completamente às outras.

Lendo o programa de governo do PSB de Marina parece que fazemos um passeio ao jardim do Éden. Tudo é harmonioso, sem conflitos, tudo se ordena para o bem do povo. Se entre os melhores estiver um político, para aceitar seu convite, deverá abandonar seu partido e com isso, segundo a atual legislação, perderia o mandato.

Ela necessariamente, se quiser governar, deverá fazer alianças, pois temos um presidencialismo de coalizão. Se fizer aliança com o PMDB deverá engolir o Sarney, o Renan Calheiros e outros exorcizados por Marina. Collor tentou governar com base parlamentar exígua e sofreu um impeachment.

Viomundo — Marina é preparada para presidir um país tão complexo como o Brasil?

Leonardo Boff — Eu pessoalmente estimo sua inteireza pessoal, sua visão espiritualista (abstraindo o fundamentalismo), sua busca de ética em tudo o que faz. Estimo a pessoa,  mas questiono o ator político. Acho que não tem a inteligência política para fazer as alianças certas. O presidente deve ser uma pessoa de síntese, capaz de equilibrar os interesses e resolver conflitos para que não sejam danosos e chegar a soluções de ganha-ganha. Para isso precisa-se de habilidade, coisa que em Lula sobrava. Marina, por causa de seu fundamentalismo, não é uma pessoa de síntese,  mas antes de divisão.

Viomundo — A preservação efetiva do meio ambiente é compatível com o capitalismo selvagem dos neoliberais?

Leonardo Boff — Entre capitalismo e ecologia há uma contradição direta e fundamental. O capitalismo quer acumular o mais que pode sem qualquer consideração dos bens e serviços limitados da Terra e da exploração das pessoas. Onde ele chega, cria duas injustiças: a social, gerando muita pobreza de um lado e grande riqueza do outro; e uma injustiça ecológica ao devastar ecossistemas e inteiras florestas úmidas.

Marina fala de sustentabilidade, o que é correto. Mas deve ficar claro que a sustentabilidade só é possível a partir de outro paradigma que inclui a sustentabilidade ambiental, político-social, mental e integral (envolvendo nossa relação com as energias de todo o universo).

Portanto, estamos diante de uma nova relação para com a natureza e a Terra, onde as medidas econômicas preconizadas por Marina contradizem esta visão. Temos que produzir, sim, para atender demandas humanas, mas produzir respeitando os limites de cada ecossistema, as leis da natureza e repondo aquilo que temos demasiadamente retirado dela.

Marina quer a produção sustentável, mas mantém a dominação do ser humano sobre a natureza. Este está dentro da natureza, é parte dela e responsável por sua conservação e reprodução, seja como valor em si mesmo, seja como matriz que atende nossas necessidades e das futuras gerações.

Ocorre que atualmente o sistema está destruindo as bases físico-químicas que sustentam a vida. Por isso, ele é perigoso e pode nos levar a uma grande catástrofe. E com certeza os que mais sofrerão, serão aqueles que sempre foram mais explorados e excluídos do sistema. Esta injustiça histórica nós não podemos aceitar e repetir.

Leia também:

Pedro Zahluth Bastos: Neoliberais de Marina e Aécio querem jogar a culpa da inflação nas costas dos brasileiros

Abertura da Gincana Pedagógica

Neste Domingo na cidade de Conceição do Almeida o Colégio Estadual Mandinho Almeida  a partir das 8:00h juntamente com toda a sua comunidade escolar os alunos representados por suas equipes por séries  do  fundamental final e o Ensino Médio. Cada equipe desfilará  baseado no tema 30 anos do CEMA  desde de 1984 fazendo História, trazendo como destaque o seu casal de Miss e Mister em cima de um carro alegórico

Gincana pedagogica de 2013 referente o tema Evolução
Gincana pedagogica de 2013 referente o tema Evolução

Participe dando o seu apoio a esse grande encontro pedagógico onde os alunos serão os verdadeiros produtores de tudo que acontecerá neste grande momento de avaliação onde os estudantes serão os verdadeiros protagonista desse instrumento do projeto de Avaliação Global Inclusiva.

Carta aos trabalhadores Brasileiros

Trabalhadores do Brasil! Desta riquíssima Nação, dirijo-me as minhas humildes palavras a todos vocês, desejando que meu clamor seja ouvido em todos os cantos e esquinas desse grandioso país.

L ira Neto  Getúlio 1945-1954 Da volta pela consagração popular ao suicídio  Vol. 3
L ira Neto
Getúlio 1945-1954
Da volta pela consagração popular ao suicídio
Vol. 3

Concentrai as vossas energias e moldai a vossa consciência coletiva, não deixando envolver-se com a massificação da ideologia midiática e os representantes dessa sociedade consumista que nunca estiveram do lado da classe dos trabalhadores.

Os trabalhadores Brasileiros não deverão perder a oportunidade de manter a sua representatividade no processo politico democrático para que não sejamos enganados por discursos descomprometidos e que não tem nenhuma legitimidade para nos representar.

Os trabalhadores em sua representação máxima é, por princípio, o herdeiro e continuador dos postulados e das reais transformações desse país, que não pode ser interrompida, pelas elites perversas, a direita midiática, nem pelo arbítrio, nem pela violência. Deposito em todos trabalhadores desse pais a minha fé e a minha confiança na força dos movimentos sociais e nas fileiras dos Partidos que representam legitimamente os trabalhadores desse longínquo pais.

Que na eleição que se aproxima nós trabalhadores possamos assegurar , num sistema democrático, a representação a que temos direito e garantirmos esta coligação que por ventura vem administrando democraticamente os destinos desse Brasil para um futuro de prosperidade, de glória, de fraternidade e de Justiça.

Carta aos trabalhadores Brasileiros

Texto escrito por Marilson Carvalho Santos baseado na leitura do livro Getúlio- 1945-1954

Da volta pela consagração popular ao suicídio.

Vol.3

 

Desfile de Abertura

Fancema
Fancema fanfarra do Mandinho Almeida

No próximo dia7 de setembro as 8:00h. acontecerá o desfile de Abertura da gincana pedagógica do Colégio Estadual Mandinho de Souza Almeida tendo como tema de reflexão CEMA trinta anos fazendo História.

Mesa Redonda

No dia 27 de setembro fora realizado com grande sucesso a Mesa Redonda sobre os trinta anos de práticas pedagógicas do CEMA. Veja  imagens

020
Professores do CEMA
019
Confidados para o evento
018
Alunos do CEMA
017
Gestores atuais e Ex gestores
016
Convidados para o evento
015
Alunos consentrados
Praticas pedagogicas
Praticas pedagogicas

Praticas Pedagogicas do Cema

Acontecerá nesta quarta feira a partir das 8:00h. no Colégio Estadual Mandinho Almeida -Ba em comemoração aos 30 anos do Cema educando para um futuro melhor. Onde estarão presentes Ex-diretores, professores, alunos, funcionários e gestão atual.

Mesa Redonda sobre os 30anos no Mandinho Almeida

Mesa Redonda sobre os 30anos no Mandinho Almeida

Marilson Carvalho Santos

 

Mesa Redonda no próximo dia 27 de agosto do corrente ano as 8:00h. no Colégio
Estadual  Mandinho De Souza Almeida  acontecerá uma grande reflexão
sobre os 30 anos de pratica pedagógica dessa unidade escolar onde estarão
presentes professores, alunos , funcionários , pais, gestores e representantes
da comunidade farão uma reflexão temática sobre a impressão que este
estabelecimento causara em suas vidas.

Colégio Estadual Mandinho Almeida

Matemática – Aula 1 – Conjuntos – Parte 1

Matemática – Aula 1

A matemática estuda quantidades, medidas, espaços, estruturas e variações. Um trabalho matemático consiste em procurar por padrões

Matemática – Aula 2

Matemática – Aula 3

Matemática – Aula 4

Gincana Pedagógica em setembro

Fancema - escola
Fancema na abertura do desfile da gincana pedagogica

No próximo dia 7 de setembro as 9:00h acontecerá no Colégio Mandinho Almeida o grande desfile de abertura da Gincana pedagógica referente aos 30 anos do CEMA onde as equipes do fundamental II e ensino médio terão a responsabilidade de organizar um desfile de abertura sobre o seguinte tema: Desde de 1984 fazendo historia.

Gincana Pedagógica

Gincana
Gincana pedagógica- 2013

Estamos nos preparando para o grande evento a ser realizado no Colégio Mandinho Almeida- Gincana Pedagógica no próximo mês de setembro.

30 anos fazendo História.

Eleição do grêmio estudantil do Colégio estadual Mandinho Almeida

Alunos reunidos no slão nobre do CEMA
Alunos reunidos no slão nobre do CEMA

Eleição do grêmio estudantil do Colégio estadual Mandinho Almeida