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    Data da ultima atualização: 03 de September de 2009 17:14:17

 
SIGNIFICANDO A PROPOSTA AVALIATIVA GLOBAL E INCLUSIVA

Atualizada em: Thursday, 03/09/09 17:14:17


                            Diante do nosso contexto educativo, os quatro pilares da educação têm relevante papel na formação dos nossos alunos cidadãos. No relatório de Delors,

 

 (...) aprender a conhecer, isto é, adquirir os  instrumentos da  compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. (DELORS, 1998, p. 77)

 

                 Nessa dimensão, o ser humano sente e internaliza o mundo em que vive. Cada ser na sua singularidade, a partir de sua história, vivências... reflete e reconstrói, originando as novas e diversas concepções individuais e coletivas. Lembrando  Freire, quando adverte,

                                       (...) coloca aos professores ou, mais amplamente, à escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos (...) mas também, como há mais de trinta anos venho sugerindo, discutir com os alunos a razão de ser de alguns desses saberes em relação com o ensino dos conteúdos. ( FREIRE, 1997, p. 33)

   Este autor direciona a educação no diálogo entre a teoria e prática,

mediante o contexto do aluno, a cultura  que traz para a sala de aula. Isso

significa dizer, que é preciso integrar saberes escolares e vida.  Esse exercício

sinaliza uma quebra de paradigma. Exige a busca da construção permanente do processo ensino e aprendizagem.

   Com esse entendimento, a escola necessita difundir uma ação coletiva. Essa ação, pressupõe a implantação e implementação da interdisciplinaridade das áreas do conhecimento. Desta forma não se concebe um componente curricular mais importante que o outro. Estamos, portanto, diante da soma das partes que forma o todo. Assim o conhecimento se constrói no coletivo.

Diante dessa abordagem, a pedagogia de projetos  é uma forma significativa para dar sentido aos saberes escolares, sob a orientação do professor. A partir de conteúdos significativos o ensino proporciona o desenvolvimento de habilidades que conduzem às competências desejadas.

À medida que o aluno compara, argumenta, analisa, avalia...  os conhecimentos, mais competente será, pois além de exercitar o cognitvo, o estará fazendo em várias situações, mobilizando outras inteligências que o  capacitará para a vida.

Dessa forma, a avaliação precisa ser coerente com o processo ensino e aprendizagem, como também, transformar-se em um momento de construção para o aluno e o professor. Com isso, essa proposta de avaliação também encontra como referencial significativo a LDB 9394/96, que dispõe no Art. 24, inciso V:

 

A avaliação contínua cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; (...) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos.

 

Essa possibilidade e obrigatoriedade prescritas na legislação vêm ampliar as decisões que o educador definirá a partir de sua prática avaliativa, pois tradicionalmente a avaliação classifica os alunos e decide sobre a  aprovação ou reprovação no processo educacional. Nesse sentido, a legislação evidencia a avaliação da aprendizagem assumindo o que a teoria recomenda como sua função básica que é subsidiar a qualificação do processo ensino e aprendizagem.

A LDB representa um enorme avanço educacional, porque inclui a avaliação como um processo contínuo e permanente de crescimento integral do aluno. Compreende a avaliação como elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino com o objetivo de diagnosticar as dificuldades para  a adequação e  intervenção pedagógica.

Nessa perspectiva, a avaliação prevalece durante todo o processo de ensino e aprendizagem e não somente em momento estanque. O momento avaliativo se transformará em um elemento de reflexão para o professor e o aluno com vistas à melhoria da qualidade do ensino.

A verdadeira finalidade da avaliação é formar cidadãos capazes de intervir criticamente na realidade, transformá-la ou não e somente acontecerá se o caráter de medição de conhecimentos adquirido for superado, de forma que os resultados da avaliação possam ser utilizados como indicadores para a reavaliação da prática avaliativa.

             É importante que o professor atue de forma coerente e intencional, com o intuito de reverter o quadro do fracasso escolar.  Assim a principal idéia é começar exigindo que as leis sejam cumpridas, para que dessa forma se consiga entender realmente o valor da avaliação e como  usá-la para que ela possa desconstruir para reconstruir o conhecimento.

                No entanto, faz-se necessário uma ação reflexiva e desafiadora do professor em termos de favorecer a troca de idéias entre si e com seus alunos, dando-lhes oportunidades de expressar suas opiniões e retomar as dificuldades relacionadas aos conteúdos trabalhados para que possa contribuir efetivamente para uma maior compreensão e aprofundamento do objeto do conhecimento.

É de fundamental importância que todo o processo seja registrado, para que se possa comparar os pontos positivos e negativos, fazendo assim uma análise comparativa do início com o "final" do processo.

                Para FREIRE, (1988) o processo de aprendizagem está envolvido na prática de ler, de interpretar, de compreender o que lêem, de escrever, de contar, de aumentar os conhecimentos que já têm e de conhecer o que ainda não conhecem, para melhor interpretar o que acontece na realidade.

            Essa mudança de perspectiva tem contribuído para elucidar os condicionantes estruturais da educação e o papel da avaliação na manutenção da ordem social vigente. Luckesi (2001) ajuda a compreender a avaliação nessa perspectiva mais crítica mostrando que a avaliação, ao conquistar um amplo espaço nos processos de ensino e aprendizagem, condicionou a prática pedagógica ao que ele chama de pedagogia do exame e insiste na necessidade de qualificar a avaliação não em função dela mesma e sim do fim a que se destina.

Precisamos compreender que a avaliação deve caminhar junto ao planejamento escolar, porque ela é o diagnóstico que vai detectar as dificuldades e as facilidades, portanto deve ser compreendida não como um veredicto que irá culpar ou absolver o aluno, mas como uma análise da situação escolar atual. Um dos sentidos da avaliação é indicar os avanços e limitações dos alunos, sinalizando para o replanejamento e ressignificação da prática pedagógica,

A complexidade do fenômeno da avaliação é apresentada por Perrenoud, que afirma não existir avaliação sem relação social e sem comunicação interpessoal.  

Não existem medidas automáticas, avaliações sem avaliador nem avaliado; nem se pode reduzir um ao estado de instrumento e o outro ao de objeto. Trata-se de atores que desenvolvem determinadas estratégias, para as quais a avaliação encerra uma aposta, sua carreira escolar, sua formação. (...) Professor e aluno se envolvem num jogo complexo cujas regras não estão definidas em sua totalidade, que se estende ao longo de um curso escolar e no qual a avaliação restringe-se a um momento. (PERRENOOD, 1999, p. 18)

 

            A partir da afirmação do autor, fica em evidência a necessidade da clareza e do compromisso, na construção de um clima de confiança, de diálogo, de afetividade e da promoção do conhecimento.

            A concretização dos fundamentos idealizados aqui, depende das competências e adesão dos professores. No entanto, um componente de grande importância é o clima escolar e o modelo de gestão que vem sendo desenvolvido neste colégio no intuito de dinamizar as práticas educativas. Pensar a educação escolar hoje é, para nós, pensar seu papel no atual contexto de transformação política do país.

Este período caracteriza-se pela tentativa dos mais progressistas de nossa sociedade de consolidar as conquistas democráticas que a população vem alcançando. Mais que isto, é um momento em que vislumbramos possibilidades de ampliar a força popular para a reivindicação e negociação de melhores condições de vida.

É nesse panorama de grande expectativa política, muita discussão ideológica e – por que não – sonhos e esperanças que renascem, pois que nós educadores, estamos tendo a oportunidade de construir e participar de um projeto educacional para a nossa escola do poder público estadual mais democrático.

Esta escola pública, que mesmo democrática ainda continua  excluindo as crianças e jovens das camadas trabalhadoras. A pergunta é: Nossa escola fadada à transmissão pura dos conteúdos e uma avaliação disciplinar transformará a vida desses alunos?

Nosso ponto de vista, o critério para qualificar o que é popular deve ser sobretudo prático. Será pela resposta concreta das diversas práticas pedagógicas que se decidirá até que ponto determinada estratégia metodológica do processo ensino e aprendizagem se realizou mais favorável às necessidades desse processo educativo.

Para dimensionarmos com mais evidência o valor do ensino formal,  ou seja, a escola, ela deve ser vista como um dos espaços da sociedade integrante de uma totalidade dinâmica.  Nessa perspectiva, refletimos sobre a escola que existe. Significa entender que essa escola que às vezes inclui e muitas vezes exclui, não é algo já acabado e pronto e sim o produto de relações sociais, o produto da prática social de grupos e classes. Por isso mesmo ela pode ser transformada.

Nesse sentido, a sua eficiência e eficácia seria conseguir garantir competências e habilidades que favoreçam a inserção dos alunos na dinâmica  social. Estamos falando de propiciar a leitura, a produção textual, a resolução de problemas, mas também a descoberta de valores, atitudes e talentos. E isso pode ser muito, ou muito pouco, dependendo da concepção de como se avalia a importância da escola.

Diante da nossa responsabilidade social refletimos que podemos e queremos tornar o mais real possível essa escola. Para isso estamos tentando configurar uma avaliação de aprendizagem mais humanizadora. Esta proposta representa um compromisso! De direcionar de fato da reflexão à ação – princípio maior de uma concepção avaliadora global e  inclusiva na construção de uma escola libertadora.

Ela é resultante de uma constante busca teórico-prática para responder às questões de nossas vivências educativas. Esse caminho aqui traçado representa uma tentativa no sentido de adequar a nossa realidade para tornar nossos alunos sempre vencedores.

Sabemos também, que essa proposta exige tempo, paciência, amadurecimento e evolução. O que almejamos de fato é a busca do verdadeiro sentido em direção a uma educação igualitária e libertadora que tenha sentido de vida. Para o alcance desses objetivos propomos a Avaliação Global e Inclusiva, observando os seguintes critérios:

I - ação diagnóstica de caráter investigativo, buscando identificar assiduidade de no mínimo 75%, avanços e dificuldades do processo ensino e aprendizagem;

II – ação processual/continua, identificando a aquisição de conhecimentos e dificuldades de aprendizagem dos alunos, permitindo a correção dos desvios e intervenções imediata;

III - ação cumulativa considerando cada aspecto progressivo do conhecimento.

IV - ação participativa e emancipatória, assumindo caráter democrático em que os agentes envolvidos analisam e manifestam sua autonomia no exercício de aprender a ensinar.

V- a avaliação do processo ensino e aprendizagem deve possibilitar a auto-avaliação do professor e do aluno, o registro de seus progressos e dificuldades, o replanejamento do trabalho pedagógico e a recuperação da aprendizagem do aluno.

 VI - na avaliação do aproveitamento de cada unidade, os aspectos qualitativos sobressaem os quantitativos, resultante de equivalência do percentual alcançado pelo aluno, com vistas aos indicadores de desempenho previstos e trabalhados, durante o ano letivo.

 

VII - Entende-se por aspecto qualitativo aquele revelado pelo aluno no processo ensino e aprendizagem, no domínio de conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais) oferecidos ou na execução de atividades desenvolvidas, de modo a sentir-se o nível crescente do seu desenvolvimento.

Partindo do princípio de uma avaliação global para que todos os alunos se sintam parte do processo educativo sugerimos:

     a) Ano Letivo

Um somatório de pontos que dividido pelo total de disciplinas e o resultado dividido por 4 (unidades) resulte em média geral 6,0 (seis);

EX.: Ensino Fundamental

  Português=    25 pontos           Geografia=    25 pontos

   Matemática= 13 pontos            Informática= 32 pontos

   Ciências=       28 pontos           Artes =        17 pontos

   História=        35 pontos           Religião=     20 pontos

   Ed. Física = 25 pontos             Inglês=        20 pontos

     TOTAL   DE  PONTOS= 240 PONTOS

     RESULTADO:   ALUNO APROVADO

b) Prova Final

O aluno que não alcançar o total de pontos desejado durante o ano letivo terá direito a uma prova final, obedecendo o seguinte critério:

   Os pontos obtidos na disciplina que não foi alcançado os 24 pontos, serão     divididos por 4 (quatro), resultando a pontuação desejada.

EX.: Matemática = 13 pontos    13/4= 3,3

O aluno fará a prova final precisando de 2,7.

  c) Recuperação Final

Elimina-se a pontuação alcançada na disciplina;

O aluno terá que obter média 6,0 (seis).

Parágrafo único:  o aluno deverá obter um mínimo de 12 (doze) pontos em cada disciplina durante o ano letivo. Caso não atinja esta pontuação ele deverá fazer a recuperação final.

 

 

 

 

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